CA0 COM Dra Camila Coelho e Silva ALOPECIA X SPITZ ALEMAO
Alopecia X: falhas na pelagem

Como a raça Spitz Alemão ganhou espaço no mercado de cães de raça nos últimos anos, está cada vez mais frequente o aparecimento de exemplares com falhas na sua exuberante pelagem. Uma das causas mais comuns é a presença da Alopecia X, doença cujos estudos indicam que tenha origem genética.

O nome Alopecia X reflete o ainda incompleto conhecimento da ciência sobre a sua patologia.

A Alopecia X afeta principalmente cães da raça Spitz Alemão, mas também está presente em outras raças como Huskies Siberianos, Chow Chows e Samoiedas. Por esse motivo é também conhecida como Alopecia do Spitz.

Filhotes destas raças apresentam sempre uma pelagem exuberante. Entre 8 meses e 5 anos (em geral no primeiro ou segundo ano de vida) os cães afetados pela doença apresentam alteração na textura do pelo, que fica lanosa e áspera e começa a apresentar falhas. Essas falhas em geral surgem nas porções caudais dos membros posteriores, se estendendo para a região perineal e cauda, podendo atingir toda a região do tronco (poupando apenas cabeça e membros).

A pele dos cães que fica exposta aos raios UV adquire uma coloração escura. Por isso a Alopecia X também é conhecida como Black Skin Disease.

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Apesar da semelhança com estágios avançados do hiperadrenocorticismo, a Alopecia X não apresenta outras manifestações clínicas além da alopecia em si, sendo portanto um problema com consequências dermatológicas e não sistêmicas. A pele frágil e desprotegida é mais suscetível a infecções e tumores dermatológicos.

Alguns criadores chamam a Alopecia X de Alopecia Pós Tosa ou Por Tração pelo fato de geralmente a primeira tosa completa do cão ser feita após a idade adulta, fase em que a doença original se manifesta.

O fato é que não se sabe até que ponto a tosa à máquina ou a tração provocada pela lâmina da máquina acelera o processo de perda de pelos.

O que a rotina tem nos mostrado é que a tosa nessas raças é indicada apenas com tesoura, para evitar estímulos ao aparecimento da doença.

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O diagnóstico deve ser feito pelo médico veterinário por meio de avaliação clínica de outros sintomas, física das lesões e com exclusão de outras doenças importantes através de exames laboratoriais e histopatológicos.

Há algumas opções de tratamento porém todos eles são de resposta lenta e nem todos os exemplares da raça respondem de forma satisfatória.

O tratamento mais recente incorpora a  técnica de estimulação dos folículos pilosos através do microagulhamento, procedimento que é feito sob anestesia.

Dra. Camila Coelho e Silva | CrmvSC 2163 | Dermatologia

 

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